segunda-feira, 29 de março de 2010
DO SINAI AO CALVÁRIO
"O texto para a mensagem de hoje está no livro de Hebreus, capítulo 12:18: "Ora, não tendes chegado ao fogo palpável e ardente, e à escuridão, e às trevas, e à tempestade, e ao clangor da trombeta, e ao som de palavras tais, que, quantos o ouviram suplicaram que não se lhes falasse mais, pois já não suportavam o que lhes era ordenado: Até um animal, se tocar o monte, será apedrejado. Na verdade, de tal modo era horrível o espetáculo, que Moisés disse: Sinto-me aterrado e trêmulo! Mas tendes chegado ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembléia e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados, e a Jesus, o Mediador de Nova Aliança, e ao sangue da aspersão que fala cousas superiores ao que fala o próprio Abel". (Hebreus 12:18 a 24)
O texto que acabo de ler fala do monte Sinai e do monte Sião. Ele menciona Jerusalém, onde está localizado o monte do Calvário, lugar onde Jesus morreu. O autor da epístola aos Hebreus diz que nós não chegamos ao monte Sinai, mas a Jesus, o Mediador da nova aliança.
Quero falar desses dois montes: o Sinai e o Calvário. Eles, aparentemente, são dois montes contraditórios. No Sinai, Deus mata; no Calvário, Deus morre na pessoa de Seu Filho. No Sinai, Deus grita; no Calvário, Deus suplica. No Sinai, Deus ameaça; no Calvário, Deus espera.
Conheço muitas pessoas que vivem aflitas por algumas coisas que não compreendem na Palavra de Deus.
Certa ocasião, um universitário ateu, me mostrou as aparentes incoerências que achou na Bíblia: um Deus cruel no Velho Testamento e outro Deus bondoso no Novo Testamento. Então me perguntou: "Como você pode acreditar num Deus tão incoerente"?
Aquele rapaz tinha sérios conflitos para entender a Bíblia, mas tenho impressão de que muitos dos chamados cristãos também teem sérios questionamentos quando leem a Bíblia. Há muitos cristãos que não gostam do Velho Testamento, e não o leem porque está cheio de relatos sangrentos. Sabem que é parte da Palavra de Deus, mas não se deleitam em lê-lo. Existem outros que vão mais além: anulam o Velho Testamento. Aceitam esses livros como históricos, mas acham que não tem nada a ver com as verdades espirituais. Para eles, o cristianismo está resumido no Novo Testamento. Se isso fosse verdade, o jovem ateu teria razão. Deus seria incoerente.
O Deus do Velho Testamento, porém, não é diferente, é o mesmo do Novo Testamento. Ele não é mau e radical no Velho, e bom, amoroso, misericordioso no Novo, não! A Bíblia diz que Deus É eterno, Nele não existe mudança nem sombra de variação. Deus não é homem para mudar. Ele sempre foi amor; Ele não foi intransigência e agora é amor. Ele sempre foi amor e sempre foi justiça.
Por que, então, dois montes? Por que no Sinai Deus grita, fala em meio do fogo, do trovão, da fumaça? Se até um animal se aproximasse do monte, seria apedrejado. E por que no Calvário Jesus suplica, chora, morre? Esbofetearam Seu rosto e Ele não disse nada, apenas clamou: "...Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem..." (Lucas 23:34) O que aconteceu a Deus? Aonde foi o Deus do Sinai? É outro Deus o Deus do Calvário?
Precisamos entender isto porque por trás desta aparente incoerência, existe uma das mensagens mais lindas que podemos conhecer.
Em primeiro lugar, precisamos saber para quem Deus falou no Sinai. Aquele povo do Sinai era um povo que vinha de quatro séculos de escravidão. Durante quatro gerações esse povo só tinha entendido a linguagem do chicote, do grito e da ameaça. Nunca ninguém falou com amor àquele povo. Os patrões egípcios gritavam, xingavam, castigavam e surravam. Eles tinham aprendido a entender a única linguagem que lhes falavam: o grito, a ameaça, o medo, o pânico, o castigo.
Quando Deus tirou aquele povo da escravidão e quis levá-lo à terra da liberdade, viu com tristeza que durante os anos de escravidão no Egito, aquele povo havia se esquecido dos princípios que preservam a vida.
Meu amigo, as leis não foram estabelecidas para atormentar ninguém. Elas foram estabelecidas para preservar a vida. Quando você vai ao zoológico e passa perto da jaula dos leões, encontra uma placa que diz: "Não se aproxime." Essa lei não é para perturbar ninguém. As leis têm como propósito preservar a vida. Se você quiser, pode fingir que não viu a placa. Mas quando o leão devorar a sua mão, não jogue a culpa no administrador do zoológico.
Deus estabeleceu leis neste mundo para preservar a vida. Durante os anos de escravidão no Egito, o povo de Israel se esqueceu completamente dessas leis. Os israelitas se afundando, se arruinando, estavam caminhando rumo à morte e à auto-destruição. Mas agora, livres, Deus tinha o trabalho de reeducar esse povo. Como ensinar princípios de vida a um povo que tinha aprendido a entender somente a linguagem do grito, do castigo, da ameaça e do medo? Como falar com amor a um povo que não entendia a linguagem do amor? Como apelar com misericórdia a um povo que durante quatro séculos só tinha entendido a linguagem da ameaça?
Num momento da história, como medida de emergência, Deus teve que falar na única linguagem que aquele povo entendia: a liguagem do grito, do fogo e da fumaça. Era a única maneira de comunicar-se com eles. Deus tinha a delicada responsabilidade de reensinar aquele povo os princípios preservadores da vida e em Seu infinito amor, teve que deixar de lado Sua linguagem de amor e usar a única linguagem que eles entendiam. Mas por trás desse grito, desse chicote, dessa ameaça, estava o maravilhoso amor de Deus tentando reeducar um povo escravo. Acontece que o plano de Deus não era falar para sempre em meio aos gritos, ao chicote, ao medo, não! Essa era uma linguagem de emergência. Deus queria arrancar o povo da experiência traumática do Sinai e levá-lo lentamente à experiência do Calvário, onde o povo não tivesse que obedecer por dever, mas por amor; onde o povo não tivesse que obedecer por medo, mas por convicção interior; onde as leis não precisassem ser escritas em tábuas em meio ao fogo, mas nas tábuas íntimas do coração.
Agora veja, diante dos princípios preservadores da vida que estão sintetizados nos dez mandamentos de Êxodo 20, o mundo cristão se divide em três grandes grupos. O primeiro é formado por aqueles que se agarram com unhas e dentes ao Sinai. Para eles, vida cristã é norma, lei, ponto, vírgula. Para eles, a experiência cristã se resume em andar sempre rastejando diante de Deus. Eles são indignos de olhar para Deus. Para eles, Deus não é um Pai, é um destruidor vingativo. Deus não lhes inspira amor. Eles sentem que seu dever é amá-Lo, mas o que domina sua experiência é o temor e o medo. Vivem apavorados, só pensando em lei, mandamentos e normas. Não têm outra coisa diante dos olhos. A vida cristã destas pessoas é como a experiência de um homem que tem que caminhar 100 metros pisando em ovos com a responsabilidade de não quebrar nenhum deles.
Ah, querido! Como andar pisando em ovos sem quebrá-los? Muitos cristãos vivem seu cristianismo assim. Tudo o que eles pensam é lei: Posso fazer? Não posso fazer? É lícito? Não é lícito? A vida deles é uma coleção de proibições, de normas, de regulamentes. Vivem a experiência traumática do Sinai.
O outro grupo de cristãos é formado por aqueles que, com a graça de Deus, saem da experiência do Sinai e chegam ao Calvário, onde se apaixonam por Jesus e dizem: "Senhor Jesus, eu Te amo com todo o meu ser, eu quero viver para Ti. Tu morreste na cruz por mim. Andarei em Teus caminhos não porque tenha medo da morte, mas porque quero ver-Te feliz. Guardarei Teus princípios, não porque tenho medo de me queimar no inferno, mas porque Tu és a coisa mais linda na minha vida e eu sei que Tu estabelecestes esses princípios para preservá-la". Esse grupo de cristãos finalmente chegou ao Calvário. O centro da experiência deles não é a lei; é Cristo. O Calvário não acaba com a responsabilidade que eles têm diante da lei de Deus, não. Pelo contrário, aumenta a sua responsabilidade diante dos princípios preservadores da vida. A única diferença é que no Sinai se obedece por medo e no Calvário se obedece por amor. Mas o Calvário não libera ninguém da obediência. Muito cuidado com isso. A diferença é que no Sinai só se está preocupado com tábuas de pedra escritas, mas no Calvário os princípios preservadores da vida já não estão apenas escritos em tábuas de pedra, estão escritos no coração. É a essa experiência que Deus quer levar você: a obediência por amor.
Se você meditar um pouco, chegará à conclusão que no Calvário a sua responsabilidade aumenta. Quer entender melhor este assunto? No Sinai Deus dizia: "Não adulterarás". (Exodo 20:14) No Calvário Deus diz: "Ouviste o que foi dito: não adulterarás. Eu, porém, vos digo: Qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já adulterou com ela". (Mateus 5:27 e 28)
Você vê? A lei do Calvário é maior que a do Sinai. No Sinai Deus diz: "Não matarás". (Êxodo 20:13) E no Calvário Deus diz: "Ouviste o que foi dito aos antigos: Não matarás... Eu, porém, vos digo que todo aquele que (sem motivo) se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento..." (Mateus 5:21 e 22)
Há muita gente sincera, maravilhosamente sincera, que ama a Jesus com todo o seu coração e pensa que a Lei de Deus não tem mais valor hoje. Muito cuidado. O Calvário não o liberta da lei, liberta-o do pecado. Por que haveria de libertá-lo da Lei se ela protege a sua vida? O Calvário aumenta minha responsabilidade diante da Lei, só que já não há a experiência traumática do medo, do chicote e do grito; é a experiência do amor.
No Sinai, as pessoas querem obedecer para salvar-se. Mas no Calvário as pessoas salvam-se em Cristo, e obedecem porque estão salvos.
O terceiro grupo de cristãos é formado por gente maravilhosa e sincera que, querendo sair do Sinai e chegar ao Calvário, se perde no deserto. Eles pensam mais ou menos assim: Jesus me perdoa, me aceita e não preciso mais da Lei.
Querido, a Lei de Deus é Seu caráter. E Seu caráter é tão eterno quanto é eterno Deus. Ele não estabeleceu leis para atormentar ninguém. Mas também não estabeleceu Sua Lei para que alguém pense que pode se salvar por cumpri-la. Se você acredita que pode se salvar guardando mandamentos, está completamente enganado. Esta é uma das maiores heresias bíblicas. Ninguém pode salvar-se guardando mandamentos. A Bíblia nunca ensinou isso. Mas se você pensa que quem é salvo em Cristo pode deixar de lado os mandamentos de Deus, precisa também revisar a sua maneira de pensar.
O problema não está com a Lei, está com a experiência do ser humano. Deixe a Lei onde sempre esteve. Ela contém os princípios preservadores da vida. Não há nada de errado nos Mandamentos de Deus. O erro está com a nossa experiênica. Uns os guardam querendo salvar-se; outros, querendo salvar-se em Cristo, tomam os Mandamentos e os jogam fora. O erro está com os seres humanos. Por favor, deixe a Lei de Deus em seu lugar.
Um dia, todos teremos que fazer a grande decisão: escolher o caminho. Ou viveremos a experiência traumática do Sinai, ou nos apaixonaremos por Cristo e aprenderemos a viver os princípios de vida por amor a Ele. Aí, obedecer não será uma obrigação porque você O ama. A vida cristã não é mais uma obrigação e você se deleitará em fazer a vontade de seu Pai.
Ao longo de minha vida tenho encontrado pessoas sinceras, que pensam que guardando os mandamentos podem salvar-se. Outras, também sinceras, pensando que, se foram salvas em Cristo, não precisam mais guardar mandamentos. Ah, meu amigo, como gostaria neste momento de pedir a Deus que faça algo que ser humano nenhum pode fazer; que entre em seu coração, que abra seus olhos, que lhe mostre que não é guardando os mandamentos que vai se salvar, mas que também lhe mostre que, se você foi salvo em Cristo, não pode deixar de lado os mandamentos de Deus. Você não guarda mandamentos para salvar-se, é Cristo que o salva. Mas se você foi salvo, se deleitará em fazer a vontade de Deus.
Você sente um vazio estranho no coração? Há noites em que você se deita e tem a sensação de que tudo na sua vida está errado? Você precisa descobrir a Jesus como seu grande Salvador e Amigo. Aceite-O agora. Ele o receberá. Ele está com os braços abertos, lhe esperando. Ele curará suas feridas e tirará seus temores. Ao Seu lado, você nunca mais estará só.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Mensagem do Bispo Raimundo Monteiro
AÇÕES DE GRAÇAS, LOUVOR E ADORAÇÃO
É muito comum encontrarmos alguém confundindo louvor com música, ações de graças, adoração, animar pessoas com celebrar ao Deus vivo e eterno. Mas a Bíblia nos mostra bem claro e definido todos esses termos. Ações de graças, louvor e adoração são distintos e como tal devem ser tratados de forma diferente, principalmente, quando sabemos que são ações voltadas e direcionadas ao nosso Deus, que não nos confundiu com qualquer coisa, nos escolheu e nos separou para sermos verdadeiros adoradores.
• AÇÕES DE GRAÇAS : Atitude de gratidão por um benefício recebido.
• LOUVOR : Caráter de Deus, quem Ele é
• ADORAÇÃO : refere-se diretamente a santidade de Deus.
1. O SIGNIFICADO E PROPÓSITO DE AÇÕES DE GRAÇAS
Ações de graças expressam a gratidão que temos por Deus em relação a todos os benefícios que Ele fez, faz e fará por nós. Ações de graças e louvor devem ser tratados distintamente pois existem diferenças que não podemos esquecer.
• Ações de graças é uma expressão do Novo Testamento.
• Louvor é uma expressão do Velho Testamento
• Ações de graças pode ser realizado em privacidade, são referenciados no idioma Grego.
• Louvor usado em Hebraico tem conotação de ser público e aberto;
• Ações de graças ocorrem quando nos dirigimos a Deus em oração;
• Louvor ocorre quando agradecemos a Deus publicamente.
Ações de graças é uma expressão de gratidão (Sal 13:6) Confissão de bençãos, Sair ao Encontro (Sal 95:2), Sacrifício a Deus, submeter a carne (1 Tes 5:18)
Na cultura do Velho Testamento a palavra usada para "obrigado" era "louvor" No grego do Novo Testamento a palavra "obrigado" é CHARIS relacionada a graça
"AÇÕES DE GRAÇAS É APROPRIAR-SE DA RESPOSTA PARA A GRAÇA DE DEUS EM NOSSAS VIDAS."
Nós devemos dar graças
• 1 Tes 5:16-19 >> Esta é a vontade de Deus para nós.
• Nem tudo que acontece em nossa vida vem de Deus
• 1 Joa 3:8 - Jesus veio para destruir as obras do mal, então o mal tem agido entre nós;
• Joa 10:10 - As obras do mal são: matar, roubar e destruir;
• 1 Tes 5:18 - dar graças EM todas as coisas e não POR todas as coisas;
Ex: 1 Ped 2:24 - dar graças em meio as enfermidades;
Exo 15:26 - Damos graças pelas respostas de Deus aos ataques de satanás;
PODEMOS DAR GRAÇAS PELA PALAVRA DE DEUS, AÇÕES DE GRAÇAS MOVEM A NOSSA FÉ E NOS PREPARAM PARA O MILAGRE
Ações de graças são frutos do Espírito
Efe 5:17-20 - Ações de graças é uma expressão da plenitude do Espírito; V. 17 - devemos entender a vontade de Deus, estar cheio do Espírito; v. 19 - como completar a vontade de Deus; Não peça para ser cheio do Espírito se você não dá graças a Deus com freqüência;
Mat 12:34 - se o coração está cheio de ações de graças, isto virá a sua boca; A unção do Espírito continuamente está manifesta nas ações de graças que vem pela nossa boca.
Devemos preparar o homem interior para o que Deus faz no Espírito.
Sal 100:4-5 - entramos na presença do Senhor com ações de graças; Fil 4:6-7 - Suplicas e ações de graças; Ações de graças devem preceder tudo o que fazemos. Ações de graças é um passo preliminar para uma grande fé; É impossível relacionar as bênçãos de Deus sem que o homem interior seja fortalecido em fé.
Ações de graças fortalecem a fé
Quando começamos a ser gratos, enumerar o que Deus tem feito, não demora muito para nos alegrarmos com o que Ele pode fazer agora. Dar testemunho do que Deus tem feito irrita Satanás. Paulo fez isso. Fil 4:6 - Paulo fazia isso regularmente Todas as orações de Paulo começavam com ações de graças Rom 1:8 - "primeiro, eu agradeço ao meu Deus por todos vocês" Efe 1:16 - "eu não cesso de dar graças a Deus por vocês" Fil 1:3 - "eu agradeço ao meu Deus por todas as lembranças de vocês" 1 Tes 1:2 - "nós damos graças a Deus sempre por todos vocês" 2 Tim 1:3 - "graças a Deus"
Joa 6 - Jesus Deus exemplo, antes dos milagres (5 mil pessoas foram alimentadas)
Ações de graças ativam milagres
Jesus agiu como homem, mas sob o poder do Espírito Santo operando em sua vida. Ats 10:38 - Deus ungiu Jesus com espírito e poder e Jesus fez milagres como homem. Ações de graças acionavam a habilidade do Espírito em Jesus para fazer milagres. Joa 11 - Jesus levanta Lázaro, Jesus agradece e dispara o gatilho para o grande milagre do seu ministério;
Ações de graças foram o prelúdio dos milagres na vida de Jesus. Luc 17 - os leprosos curados; V 15, a palavra usada para o que voltou foi SOZO, salvação do corpo e alma. O milagre da salvação veio através da gratidão do leproso.
Ações de graças perpetuam os milagres em nossa vida.
Se estamos dispostos a dar graças a Deus nas circunstâncias, não importando quão mal possamos estar, iremos mover fé em nosso espírito e nos prepararemos para os milagres de Deus.
É muito comum encontrarmos alguém confundindo louvor com música, ações de graças, adoração, animar pessoas com celebrar ao Deus vivo e eterno. Mas a Bíblia nos mostra bem claro e definido todos esses termos. Ações de graças, louvor e adoração são distintos e como tal devem ser tratados de forma diferente, principalmente, quando sabemos que são ações voltadas e direcionadas ao nosso Deus, que não nos confundiu com qualquer coisa, nos escolheu e nos separou para sermos verdadeiros adoradores.
• AÇÕES DE GRAÇAS : Atitude de gratidão por um benefício recebido.
• LOUVOR : Caráter de Deus, quem Ele é
• ADORAÇÃO : refere-se diretamente a santidade de Deus.
1. O SIGNIFICADO E PROPÓSITO DE AÇÕES DE GRAÇAS
Ações de graças expressam a gratidão que temos por Deus em relação a todos os benefícios que Ele fez, faz e fará por nós. Ações de graças e louvor devem ser tratados distintamente pois existem diferenças que não podemos esquecer.
• Ações de graças é uma expressão do Novo Testamento.
• Louvor é uma expressão do Velho Testamento
• Ações de graças pode ser realizado em privacidade, são referenciados no idioma Grego.
• Louvor usado em Hebraico tem conotação de ser público e aberto;
• Ações de graças ocorrem quando nos dirigimos a Deus em oração;
• Louvor ocorre quando agradecemos a Deus publicamente.
Ações de graças é uma expressão de gratidão (Sal 13:6) Confissão de bençãos, Sair ao Encontro (Sal 95:2), Sacrifício a Deus, submeter a carne (1 Tes 5:18)
Na cultura do Velho Testamento a palavra usada para "obrigado" era "louvor" No grego do Novo Testamento a palavra "obrigado" é CHARIS relacionada a graça
"AÇÕES DE GRAÇAS É APROPRIAR-SE DA RESPOSTA PARA A GRAÇA DE DEUS EM NOSSAS VIDAS."
Nós devemos dar graças
• 1 Tes 5:16-19 >> Esta é a vontade de Deus para nós.
• Nem tudo que acontece em nossa vida vem de Deus
• 1 Joa 3:8 - Jesus veio para destruir as obras do mal, então o mal tem agido entre nós;
• Joa 10:10 - As obras do mal são: matar, roubar e destruir;
• 1 Tes 5:18 - dar graças EM todas as coisas e não POR todas as coisas;
Ex: 1 Ped 2:24 - dar graças em meio as enfermidades;
Exo 15:26 - Damos graças pelas respostas de Deus aos ataques de satanás;
PODEMOS DAR GRAÇAS PELA PALAVRA DE DEUS, AÇÕES DE GRAÇAS MOVEM A NOSSA FÉ E NOS PREPARAM PARA O MILAGRE
Ações de graças são frutos do Espírito
Efe 5:17-20 - Ações de graças é uma expressão da plenitude do Espírito; V. 17 - devemos entender a vontade de Deus, estar cheio do Espírito; v. 19 - como completar a vontade de Deus; Não peça para ser cheio do Espírito se você não dá graças a Deus com freqüência;
Mat 12:34 - se o coração está cheio de ações de graças, isto virá a sua boca; A unção do Espírito continuamente está manifesta nas ações de graças que vem pela nossa boca.
Devemos preparar o homem interior para o que Deus faz no Espírito.
Sal 100:4-5 - entramos na presença do Senhor com ações de graças; Fil 4:6-7 - Suplicas e ações de graças; Ações de graças devem preceder tudo o que fazemos. Ações de graças é um passo preliminar para uma grande fé; É impossível relacionar as bênçãos de Deus sem que o homem interior seja fortalecido em fé.
Ações de graças fortalecem a fé
Quando começamos a ser gratos, enumerar o que Deus tem feito, não demora muito para nos alegrarmos com o que Ele pode fazer agora. Dar testemunho do que Deus tem feito irrita Satanás. Paulo fez isso. Fil 4:6 - Paulo fazia isso regularmente Todas as orações de Paulo começavam com ações de graças Rom 1:8 - "primeiro, eu agradeço ao meu Deus por todos vocês" Efe 1:16 - "eu não cesso de dar graças a Deus por vocês" Fil 1:3 - "eu agradeço ao meu Deus por todas as lembranças de vocês" 1 Tes 1:2 - "nós damos graças a Deus sempre por todos vocês" 2 Tim 1:3 - "graças a Deus"
Joa 6 - Jesus Deus exemplo, antes dos milagres (5 mil pessoas foram alimentadas)
Ações de graças ativam milagres
Jesus agiu como homem, mas sob o poder do Espírito Santo operando em sua vida. Ats 10:38 - Deus ungiu Jesus com espírito e poder e Jesus fez milagres como homem. Ações de graças acionavam a habilidade do Espírito em Jesus para fazer milagres. Joa 11 - Jesus levanta Lázaro, Jesus agradece e dispara o gatilho para o grande milagre do seu ministério;
Ações de graças foram o prelúdio dos milagres na vida de Jesus. Luc 17 - os leprosos curados; V 15, a palavra usada para o que voltou foi SOZO, salvação do corpo e alma. O milagre da salvação veio através da gratidão do leproso.
Ações de graças perpetuam os milagres em nossa vida.
Se estamos dispostos a dar graças a Deus nas circunstâncias, não importando quão mal possamos estar, iremos mover fé em nosso espírito e nos prepararemos para os milagres de Deus.
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